Empreendedores apoiados pela AGE na trilha da sustentabilidade

Artesãos tentam unir a criatividade aos materiais reciclados ou reaproveitados para elaborar suas peças, a exemplo de Vicente Silva e suas esculturas.  Fotos: Tatiana Meira/AGE/Divulgação

Entre os clientes apoiados pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE) no financiamento de seus estandes para a 24ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), há exemplos de empreendedores e empreendedoras que buscam unir a criatividade com a consciência ambiental, utilizando materiais reciclados para compor suas obras de arte e peças de artesanato.

Um desses clientes é Adenilson Vicente da Silva, do ateliê que leva seu nome e funciona no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife. Ocupando o estande 183, na rua 17 da Fenearte, o trabalho do artesão chama a atenção por ser dedicado ao dramaturgo Ariano Suassuna. Logo na entrada do espaço, sentado em uma poltrona, há uma escultura em tamanho natural do escritor, autor de obras como “Auto da Compadecida”. O resultado é tão impressionante que muitos visitantes da feira pedem para tirar fotos ao lado da escultura.

“Há dez anos, quando passei por um período de depressão, fiquei sem saber o que fazer para melhorar. Fui salvo pelo contato com a arte”, assegura ele, que costumava ver Ariano dando entrevistas na TV e ficou fascinado pelo universo armorial e pelos personagens criados por ele. Começou a executar as primeiras peças e tirou sua carteira nacional de artesão.

Para elaborar suas esculturas, seu Vicente Silva criou uma massa de modelagem, feita com restos de madeira e pó de serra, cimento, gesso e ferro, reaproveitando materiais que tinha disponível no ateliê.

MODA E DECORAÇÃO – Quem também optou pela trilha da sustentabilidade em suas criações foi Karla Marianny Batista, que pela primeira vez participa da Fenearte com um estande individual, na rua 4, número 181. Até o ano passado abrigada dentro do espaço do Sebrae-PE, Karla mantém há sete anos a marca Azulerde, de objetos com design afro contemporâneos, voltados para decoração e para a moda, como acessórios montados a partir do que é descartado no lixo.

“Usamos alguns tipos de resíduos com diferentes origens, que vão desde madeiras de persianas de bambu, até acrílicos, MDF, compensados, sacolas plásticas, LA (laminado melamínico) biodegradável”, conta Karla, que se formou em Biologia, antes de montar a Azulerde.

Já a designer formada em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luciana Meirelles, da Lu Madre, costuma dizer que faz seu trabalho com afeto e sustentabilidade. Isso porque a matéria-prima principal é o papel machê, unindo a elegância do design autoral dos acessórios, como brincos, colares e anéis, inspirados na natureza, e a responsabilidade ambiental. A marca de biojoias nascidas do reaproveitamento de papel existe há 20 anos. Os objetos são leves e resistentes à água. Na Fenearte, está no estande 147, da rua 3.

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